CIDADE MARAVILHOSA?

Peço desculpas aos amigos, mas o assunto hoje não é futebol. Lamento muito ter que abordar esse assunto aqui no meu blog, mas o faço em solidariedade aos mais de 200 mil servidores públicos, ativos e inativos, do Estado do Rio de Janeiro, que até hoje, dia 22 de julho, ainda não receberam seus salários de maio e junho, e também o 13o salário referente ao ano de 2016.

É um absurdo o que está acontecendo , e se não fossem alguns movimentos que estão arrecadando cestas básicas para distribuição a esses servidores, com certeza muitos deles estariam, literalmente, passando fome.

 

Alguns aposentados estão sem recursos para comprarem seus mantimentos e remédios; não conseguem honrar seus compromissos e muitos estão em estado de depressão. Afinal, viveram uma vida dedicada ao serviço público estadual, honraram seus cargos e agora se veem com um pires na mão a mendigar o que comer.

E as autoridades o que fazem para minimizar esse drama? Absolutamente nada! Discursos, mandados, declarações, promessas, porém nada de concreto acontece, e o servidor fica ao “Deus dará”.

Espero que a população do Rio nunca se esqueça desse (des)governador chamado Luiz Fernando Pezão, que substitui o hoje presidiário Sérgio Cabral, e jamais dê seu voto a ele e nem àqueles que lhe são próximos. É preciso ter vivo na memória cada nome dos políticos que sempre apoiaram e continuam apoiando essa gente que empurrou para o abismo o Estado do Rio de Janeiro. A outrora Cidade Maravilhosa hoje é uma terra sem lei, sem segurança, sem saúde, sem educação. É palco diário de violência, assassinatos e mortes absurdas por balas perdidas. Uma população que se vê  abandonada e a mercê da própria sorte, tentando sobreviver e agradece cada dia que sai de casa e consegue retornar com vida.

O Rio de Janeiro pede socorro. Os mais de 200 mil servidores estão em desespero, sem saber o que vão fazer para sobreviver por mais um dia. Não há previsão para os pagamentos. Não há uma satisfação. Não há nada que traga um alento para essas pessoas.

E enquanto isso, a bola rola. Segue o jogo! Não é assim?