RIO 2018: O FUTEBOL RESPIRA POR APARELHOS

Alô pessoal,

Estamos em um novo ano, mas as velhas práticas ainda continuam. Falando um pouco do futebol carioca, o que vemos é um cenário desanimador para 2018.

A começar pelo Flamengo, clube com maior investimento, com elenco tido como de primeira linha. Ficou sem seu treinador, que esperou até o último instante para declarar o que todos já sabiam. Traz de volta o velho conhecido Paulo César Carpegiani que, convenhamos, não tem um histórico de grandes conquistas nos últimos trabalhos que realizou. Em seu currículo, o título mais importante  é exatamente a Libertadores da América, conquistada há 37 anos pelo rubro-negro, quando ele deixara de ser jogador e sem qualquer experiência assumira o comando de um time que tinha no elenco, simplesmente Zico, Andrade, Adílio, Júnior, Raul, Leandro, Mozer, Tita, enfim, uma legião de craques que nem precisava de treinador. Para mim é uma aposta arriscada, mas que pode dar resultado, tendo em vista o elenco atual, também recheado de jogadores renomados. Seu grande desafio é formar um time competitivo e aguerrido em campo, como gosta o torcedor.

Quanto aos outros três chamados grandes do futebol carioca, o que se observa é uma tentativa desesperada de formar times minimamente competitivos, com jogadores desconhecidos ou que estavam sem prestígio em outros clubes, apostando mais uma vez no “bom e barato”, mas eu diria no “mais ou menos e quase de graça”.

O Botafogo perdeu seu elemento mais importante em 2017,  o treinador Jair Ventura, que fez milagre com o elenco limitado que tinha em suas mãos. Também saíram jogadores importantes, o que enfraqueceu ainda mais o grupo que se manteve.

O Fluminense, declaradamente com o pires na mão, sem dinheiro em caixa, manteve um treinador caro, que é o Abel Braga, apostando em sua capacidade de montar boas equipes, mesmo dispondo de jogadores sem experiência. Mandando embora, ou em litígio com jogadores importantes, o tricolor  aposta mais uma vez na sua forte base. A conferir os resultados que virão. Muitos afirmam que no Brasileiro vai lutar para não cair.

Já o Vasco da Gama, que um dia já foi chamado de Gigante da Colina, vem se apequenando a cada ano que passa. Com sucessivas administrações que não conseguiram dar rumo à nau vascaína, o clube segue à deriva, numa crise política interminável, que não lhe traz qualquer benefício. O atual presidente, virtualmente apeado do poder, pratica atos ainda mais nocivos ao clube, como a liberação fácil de jogadores importantes, tendo em vista  as campanhas difíceis que terá pela frente neste ano, a começar pela disputa da fase preliminar da Libertadores. Só um milagre salvará o Vasco de um vexame em 2018.

Como eu disse, um panorama nada animador para os clubes cariocas em 2018. Como torcedor de futebol, torço para estar completamente errado em tudo que escrevi aqui, e que tenhamos muitas alegrias com o futebol do Rio de Janeiro neste ano que se inicia. Afinal, a Cidade Maravilhosa (?) já está passando por problemas tão graves em sua segurança, na saúde e na educação, que pelo menos no futebol poderia ter um pouco de alegria.

Grande abraço.